“Daqui levo para a prática, não o contrário”, diz diretora sobre as formações do Educandário
Quando tornou-se diretora, o principal desafio de Eliúde Parise Silva foi a gestão de pessoas. Lidar com diferentes perfis e engajá-los a um único objetivo era extremamente desgastante. “As pessoas são únicas, era preciso entender como cada uma funciona para fazer todos caminharem na mesma direção”, explica a diretora da EE Profº Benedito Maciel Arantes.
Com o passar dos anos na profissão, ela consolidou a percepção de que as diferentes personalidades agregam no ambiente escolar. Porém, potencializar essa multiplicidade sem perder a real intenção educacional foi e ainda é complexo. “É um trabalho emocional, mas também precisa de fundamento para fazer essa engrenagem andar. Isso é muito desafiador”.

Nesse caminho, as formações continuadas do Programa de Apoio à Educação Pública, da Fundação Educandário, se tornaram fundamentais. O aprofundamento de princípios como o ciclo PDCA abriu novas perspectivas. “Aprendi a aplicar metodologias e técnicas que fazem diferença na minha escola. Daqui eu levo para a prática, não é o contrário”, explica
Em 2025, a escola dirigida por Eliúde iniciou o período integral. O desafio ganhou novas dimensões e ela encontrou nas formações ferramentas para lidar com essa mudança. Um exemplo foi a implantação das reuniões de liderança com os estudantes, inspirada nas conversas com outros diretores. “Os alunos entenderam que liderar não é mandar, mas servir, ouvir e participar para, na sala de aula, eles aplicarem a função de liderança”.

A formação de diretores de 2025, encerrada nesta sexta-feira, 26, demonstra como os encontros formativos presenciais contribuem para a aquisição e trocas de conhecimento entre os profissionais da educação. Após quatro reuniões destinada a 102 diretores da rede estadual de Ribeirão Preto e região, Eliúde afirma: “Cada formação me traz algo que posso aplicar. Hoje saio daqui animada, com mais aprendizados para compartilhar”.